O despertar de um marujo
Se você tem uma sensação de impotência por viver num mundo que capota, talvez não esteja sozinho. É possível que ele, o mundo, esteja mesmo de cabeça para baixo. E como sobreviver a um mar revolto em um barco furado? Quando se dá conta, uma descarga bioquímica já tomou conta do corpo inteiro: o coração dispara, a língua solta tolices, as decisões saem no atropelo.

Ao ressoar com o caos externo, a gente entrega o leme do próprio corpo e a aflição que, inexorável, toma conta da vida. No piloto automático e sem bússola, tudo fica confuso e a gente se sente à deriva. Resta apenas rezar por um salvador. Nesse contexto de impotência, as perguntas que conseguem brotar ficam sem respostas: Qual é o caminho? Qual é a verdade? O que é vida?
Se você já ouviu a frase "não espere resultado diferente se fizer as coisas do mesmo jeito", sabe que está na hora de descobrir um novo jeito. O velho jeito já é conhecido: permanecer à deriva das ondas que determinam os rumos da vida, à deriva de estímulos que disparam emoções e bloqueiam o bom senso. Por mais que o desejo e a razão queiram se apresentar, na crise, o cérebro límbico assume o timão antes que o marujo tenha tempo de a ele chegar.
Emoção é o que mais nos aproxima da nossa natureza animal. Foi crucial para nos trazer vivos até aqui mas, sem controle, retira de nós a autonomia, a liberdade e a vida. Ela entrega nossa existência à determinação alheia e nos mantém entregues à vitimização. Emoção sem gestão significa um estado vibracional de baixa frequência.
O jeito novo, o jeito diferente, exige coragem. Não a coragem de um herói que vai salvar o mundo, mas a de um espírito que precisa se salvar. O jeito diferente não requer força física, mas força espiritual. Sim, há uma hierarquia do espírito sobre o corpo. Sem saber disso, fazemos do corpo um barco à deriva das contingências e da vontade alheia.
Chegou a hora do despertar. Chegou a hora de saber que há uma programação interna a produzir culpa e medo. Culpa pelo que já passou e medo pelo que ainda não veio. Sim, há um sistema límbico programado por crenças assimiladas desde o útero. Pare! Sinta! Relembre! Ressignifique! Crie coragem para encarar e eliminar os fantasmas de sua história.
Assumir o domínio espiritual sobre si é eliminar a culpa e o medo ao reconhecer que o corpo é mero instrumento programável. Este precioso instrumento demanda cuidado, boa alimentação, movimento, sono profundo e emoções sob observação e gestão. O resultado é um estado vibracional de alta frequência em corpo relaxado, a serviço do espírito.
A doença não se instala em corpo relaxado. A submissão não tem espaço quando o espírito está presente. Um estado vibracional de frequência elevada colapsa uma nova realidade. Eis aí o jeito novo, o jeito diferente.
Está na hora de acordar, não porque chegou um Messias, um novo político, um extraterrestre, mas para assumir o poder espiritual que só a cada um pertence. Só assim será possível reconhecer o caminho, a verdade e a vida.
Marujo, assuma o timão! Sua força espiritual não conquistará somente um lugar ao Céu. Ela o ajudará a construir o Paraíso aqui mesmo nesta Terra.



