Criando filhos emocionalmente fortes
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Criando filhos emocionalmente fortes
Quando: 12/09/2026 a partir das 17h.
O que significa ser emocionalmente forte?
Existe uma ideia muito difundida de que somos seres racionais que, de vez em quando, sentem emoções. O trabalho de Lucas Callegari sobre o novo inconsciente propõe exatamente o contrário: não somos seres pensantes que têm emoções — somos seres emocionais que pensam.

As emoções disparadas pelo cérebro límbico são responsáveis pelas decisões que tomamos todos os dias, das mais simples às mais complexas. Primeiro sentimos, depois decidimos — e só então usamos a razão para tentar explicar por que e como decidimos. A razão, muitas vezes, chega depois, como uma narradora que tenta dar sentido ao que já foi escolhido.
Se é assim, o que significa ser emocionalmente forte? Não significa não sentir, nem reprimir sentimentos. Significa colocar as emoções sob observação: perceber o que estamos sentindo, nomear e escolher como responder — em vez de sermos escravos das próprias emoções. É a diferença entre reagir e responder.
Quais os riscos de uma educação inconsciente dos filhos?
Quando educamos no automático, repetimos padrões. Os mesmos padrões inconscientes transferidos de geração em geração — a forma como nossos pais reagiam ao estresse, à frustração, à raiva, ao afeto — viram o roteiro que reproduzimos com nossos filhos.
Filhos criados assim crescem com a vida regida pelo inconsciente: frustrações recorrentes, ansiedade, dificuldades sociais e pessoais que parecem "não ter explicação". E o ciclo continua, porque cada geração transmite aquilo que não conseguiu elaborar.
A boa notícia: padrões podem ser interrompidos. E isso começa em nós, adultos.
Criando filhos emocionalmente fortes
Tornar-se consciente das próprias respostas emocionais automáticas — antes de educar o filho, educar a si mesmo. Observar o que dispara suas reações é o primeiro passo para não repeti-las.
Adquirir segurança emocional — crianças aprendem a se sentir seguras observando adultos seguros. Sua estabilidade emocional é o chão onde seu filho aprende a andar.
Cuidar com os apegos — "sempre foi assim" não é justificativa. Questionar crenças herdadas faz parte do processo de se tornar consciente.
Colocar limites — limites dados com amor ensinam autorregulação. Não são castigos; são contornos que organizam o mundo da criança.
Conversar com os filhos — nomear emoções, ouvir sem julgar, explicar em vez de apenas proibir.
Pedir perdão — errar faz parte; reparar também. Quando um adulto pede perdão, ensina à criança que o erro não é o fim e que o vínculo pode ser reconstruído.
Criar conexão — antes da correção, vem a conexão. É o vínculo seguro que permite à criança se desenvolver emocionalmente forte.
Sinais de que a educação emocional está funcionando
Uma criança que está se tornando emocionalmente forte consegue nomear o que sente ("estou com raiva", "estou triste"), aceita limites sem desmoronar, pede ajuda quando precisa, se frustra e se recupera, reconhece erros e pede desculpas. Esses sinais não aparecem da noite para o dia — aparecem como fruto de um processo diário de consciência, escuta e conexão.
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